A saga da realização profissional

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Para quem não sabe para onde vai, qualquer ou nenhum caminho serve...

 

Muitos de nós, da geração Y, nascemos com um script pronto: escola; vestibular; faculdade; mercado de trabalho; especialização; ascensão profissional, etc.

Fizemos tudo o que nos era esperado para ser uma pessoa de sucesso e, de fato, a maioria de nós se tornou bem sucedida, alcançou altos cargos, ótima remuneração, mas sempre com aquela sensação de que falta algo mais...

Se você se identificou com os parágrafos acima, de vez em quando também deve bater aquele sentimento de que você poderia estar investindo seus recursos em algo próprio, na construção de um legado, algo que fosse significativo e que, além de dinheiro, lhe provesse mais realização profissional e a fizesse acordar motivada todos os dias (ou pelo menos na maioria deles)!

Talvez você até sinta que tem competência para isso, afinal, foram tantos anos estudando, trabalhando e se esforçando para alcançar a próxima etapa do script, que você se convenceu de sua capacidade de alcançar objetivos e superar desafios.

O problema é que o script não previa que em dado momento você desejaria mudar.

Ele foi projetado para você alcançar o sucesso... só que de acordo com sua definição para as gerações anteriores à nossa, que valorizava um emprego estável, a casa própria, o carro do ano, etc., o que não faz tanto sentido para você.

E agora? Como faz?

Chega então o momento em que você precisa tomar uma decisão: continuar seguindo o que era esperado ou jogar o script pro alto e assumir o protagonismo de sua própria vida.

A segunda opção parece bem libertadora, mas, pelo fato de não saber por qual caminho seguir, você opta pela primeira até ter certeza do que de fato fará valer a pena largar tudo e começar uma nova história.

E é aí que nada muda, você segue insatisfeita, provavelmente cometendo abusos nos finais de semana para fugir da realidade e, a cada problema que surge no trabalho, repetindo a frase:

Um dia eu vou largar tudo e vender coco na praia!

 

Se você se viu nesse texto, eu quero te falar uma coisa: não espere encontrar aquilo que você desejará fazer pelo resto da vida para só então caminhar na direção da realização profissional, pois pode ser que essa resposta nunca apareça e, se aparecer, não haverá garantias e nem indícios de que ela será definitiva, pois estamos em constante mudança e evolução.

Por exemplo, você pode estar insatisfeita profissionalmente hoje, mas um dia essa escolha fez sentido e pareceu ser uma boa opção. Sendo assim, mesmo que você encontre uma atividade pela qual é apaixonada, ela pode não fazer mais sentido e não te motivar mais daqui uns anos e tá tudo bem!

Esperar encontrar uma resposta única e imutável pode fazer com que você se canse de procurar ou se apegue a algo que trará alguma frustração no futuro.

Ao invés disso, porque não se permitir ser flexível e se perguntar:

  1. O que faz sentido e importa para mim nesse momento?
  2. Quais são as coisas que eu gosto de fazer e que fazem eu me sentir útil?
  3. Que problemas eu posso e gosto resolver? Como eu poderia começar a empreender com algo relacionado a isso?
  4. Como eu gostaria de ser lembrada? O que poderia fazer para começar a construir esse legado?
  5. O que eu não estou fazendo hoje que, se eu fizesse, poderia ampliar meu campo de visão para novas possibilidades?

Por mais que você não enxergue o caminho todo, os primeiros passos lhe permitirão enxergar os posteriores e assim o caminho vai se construindo. E é no caminho que você pode experimentar coisas novas e atividades que talvez nem teria conhecimento se não tivesse se permitido dar o primeiro passo.

Faz sentido? 

Agora eu quero saber de você: o que é que você pôde perceber respondendo essas perguntas que sugeri?