Hoje eu vou pedir algo diferente… SQN!

decisão

Quem nunca foi ao restaurante ou lanchonete decidid@ a experimentar alguma coisa diferente, mas, na hora H, acabou pedindo o de sempre?

Poder escolher sempre soou tão libertador... Por que será que agimos assim?

Esses dias eu assisti uma entrevista com o historiador Leandro Karnal no programa Roda Viva da TV Cultura. Em dado momento ele falou sobre a grande quantidade de opções que temos disponíveis atualmente.

Nos dias de hoje, ao tomar um café você pode optar por: descafeinado, com ou sem espuminha de leite, com adoçante em pó, líquido, açúcar... Há 50 anos tinha CAFÉ, quer ou não.

Ele mencionou que o excesso de opções traz angústia ao invés de liberdade e paz, isso porque as pessoas não querem pagar o ônus da escolha. Para fazer o omelete, você precisa estar dispost@ a quebrar os ovos.

Coincidentemente ou não, esses dias um grande amigo me enviou um artigo intitulado "6 maneiras populares e insanas de desperdiçar uma vida", e uma dessas 6 maneiras é:

"Nós desperdiçamos nossas vidas com a constante indecisão"

Parei para pensar um pouco sobre tudo isso e percebi que ter a oportunidade de escolher entre várias opções perdeu o status de "Liberdade de Escolha" para "Causa de Angústia e Desperdício da Vida".

Que loucura!

Logo em uma época em que, em tese, temos mais liberdade para sermos quem quisermos ser e fazermos o que quisermos fazer?

Será que é uma ironia do destino ou não estamos preparados para isso?

Independentemente do que seja, a única coisa que sei é que precisamos fazer algo para melhor lidar com isso se quisermos evitar a angústia ou parar de jogar a vida fora.

O fato é que nunca vamos ter certeza do que acontecerá depois de tomada a decisão. Podemos imaginar, planejar, nos preparar. Entretanto, a vida sempre pode surpreender.

Resultados são neutros. O rótulo bom ou ruim somos nós que atribuímos, faz sentido?

Sendo assim, e se atribuíssemos um significado para o resultado não desejado que nos impulsione ao invés de nos limitar? (Olha aí mais uma decisão que precisamos tomar!)

É fácil? Não é!

O que eu procuro pensar é que, independente do resultado, eu sempre ganho: Se der tudo certo, SUCESSO. Se eu errar, o erro me ensina o que preciso saber para eu fazer melhor da próxima vez.

Se estou agindo certo? Não sei! O que sei é que essa estratégia me ajuda a entrar em movimento ao invés de ficar paralisada vendo a vida passar.

E você, como prefere pensar?